Brasão MM

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Se o Mercado é Individual, o que fazer?

Se você encontra neste blog ênfase de que 'o mercado é individual', qual o sentido de agrupar consumidores?

Mesmo que fosse possível arrancar da mente do seu cliente tudo que ele pensa, ainda assim o valor seria relativo.

Por um simples argumento: ele muda de idéia.

A mente dele poderia dizer que vermelho é uma cor sobre a qual não se deve nem falar.
Esse cliente abomina vermelho.
Dali um tempo, ele se casa. Seu parceiro/parceira, AMA VERMELHO.
Ele passa pela máquina de informações da mente e já não há mais recusa ao vermelho.

E agora?

Você acreditou na informação da máquina. 
Fez sua linha de sofás em preto, pensando em vender todas as peças do seu ateliêr ao excêntrico milionário. 

Moral da estória, no 'mercado do indivíduo' você só atende ao desejo único e especial do seu cliente em negócios em que seja possível elaborar uma peça exclusiva.
É o caso de um 'fashion designer' que produz vestidos de noivas.

Em outros negócios, você pode trabalhar para individualizar consumo e atingir grupos. Por isso, a necessidade de agrupar clientes com hábitos semelhantes.

Se seu negócio de roupa é especializado em tamanho GGG, pode encontrar caminhos para criar grupos.
Uma alfaiataria que atenda no local dá oportunidade ao cliente de fazer ajustes e montar a peça mais ao seu gosto.
Pode ser que preto seja uma cor preferida por muitos e seu negócio resolva investir numa marca especial de roupas pretas. 

Enfim, agrupar é necessário.
Encontrar caracteres comuns vai qualificar sua comunicação e melhorar seu produto.
Definir melhor desejos e sensações é fundamental. Vai ajudar muito seu planejamento.

Mas lembre-se: o mercado já é individual.

Se isso vai ajudar você, ótimo
Mas se tudo vai continuar igual na sua vida, vou torcer que você seja o meu leitor dos vestidos de noiva. Assim, seu negócio já está preparado para atender o cliente individual.

Detalhe ou não???

É óbvio que o blog é para ser visitado!!!

A exposição de idéias aqui tem uma sequência.
É um livro, com seus capítulos sendo construídos a cada postagem!!!
Pretensão??!!
Qualquer idéia é pretensão até se realizar. Vamos em frente...

Se você acompanhou nossa exposição sobre o 'mercado individual' - e a noção de segmentação que apoia a idéia - vamos agora aos detalhes.

Imagine um negócio de varejo de confeitaria.
Se você não vivenciou, só pode imaginar o nível de complexidade.
Adoro comparar coisas; acho que facilita o entendimento.

Compare uma franquia de sapatos 'finos' com uma confeitaria!!!
Dá para perceber a diferença???
1. Na 'sapataria fina' o número de produtos é reduzido.
2. O produto está pronto e foi submetido a uma série de barreiras de inspeção de qualidade.
3. Precisa de pouca ou nenhuma manutenção.
4. O prazo de validade é infinito.
5. E a vigilância sanitária não é seu cliente!!!

Quanta diferença!!!

Mas que sentido tem esta comparação com o tema?
Muito.
A individualização do consumo, no negócio de sapatos finos, está no modelo, exclusivamente.
O cliente individualiza seu consumo quando pode escolher o modelo, mas ele não consome um tamanho maior que o do pé!!!???
Tá parecendo loucura???
Vá no varejo de alimento e veja o que é individualização de consumo. Existem redes que conquistaram o Brasil com base, exclusivamente, neste item...

Então, voltemos à confeitaria.

Vamos pensar exclusivamente no 'éclair', nossa famosa bomba!!!

Levando em consideração alguns itens, que decisão você tomaria:

1. Espessura, textura, coloração, tamanho e sabor da massa;
2. Sabor, coloração, densidade, quantidade, teor de gordura e utilização de químicas de conservação do recheio;
3. Sabor, coloração, densidade, quantidade, utilização de químicas de conservação e combinação com o recheio da cobertura.

Dá para imaginar o número de combinações possíveis?
O que pesa na decisão?
Custo?
Qualidade?
Validade?
Ou o consumidor que o negócio quer atender?

Se é o consumidor e seu desejo, como saber o que vai agradar mais?
E no negócio de confeitaria, com esse produto em especial, dá para pensar só num tipo de consumidor?
E os outros?

O que esse empresário faz em 99% dos casos?

Ele esqueçe o consumidor - e seu desejo de materializar o consumo individualizado - e faz o produto virar 'comoditie'. Assim, acredita ele, a chance de errar é igual a do concorrente.

Só isso dá para o jogo???

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Segmentação é tudo

Se você concorda que estamos vivendo o 'mercado do indivíduo', os segmentos (ou grupos de consumo) são ainda mais importantes, por definirem características marcantes QUE FORMAM O GRUPO.
Cada uma dessas sinalizações pode representar 'erro ou acerto do seu composto de marketing'.

A vontade de assumir uma personalidade individualizada em tudo - mesmo no que parece impossível - obriga seu negócio a ter, na definição estratégica, a visão clara do que isso pode representar.

Da última publicação até esta, estive preso a esse conceito, e no amplo espectro da sua dimensão.
É COISA MUITO SÉRIA, POR ISSO PAREI ALGUNS DIAS.
Pense com cautela e tente identificar algum segmento onde esse modelo não esteja sendo aplicado.

Mesmo nos 'segmentos de comodities' mais despersonificados, ainda assim, há alguma coisa acontecendo para individualizar produtos.

Se até nisso a premissa é real, imagina aí, no seu negócio de varejo.

Preciso falar sobre isso com muitos detalhes, mas quero dar o tempo necessário para que você entenda e absorva essa realidade.
Se sua opção for ignorar a verdade, aproveite e dê adeus ao seu negócio.

Antecipe-se: vá para casa.

De preferência, pela sombra!!!