É óbvio que o blog é para ser visitado!!!
A exposição de idéias aqui tem uma sequência.
É um livro, com seus capítulos sendo construídos a cada postagem!!!
Pretensão??!!
Qualquer idéia é pretensão até se realizar. Vamos em frente...
Se você acompanhou nossa exposição sobre o 'mercado individual' - e a noção de segmentação que apoia a idéia - vamos agora aos detalhes.
Imagine um negócio de varejo de confeitaria.
Se você não vivenciou, só pode imaginar o nível de complexidade.
Adoro comparar coisas; acho que facilita o entendimento.
Compare uma franquia de sapatos 'finos' com uma confeitaria!!!
Dá para perceber a diferença???
1. Na 'sapataria fina' o número de produtos é reduzido.
2. O produto está pronto e foi submetido a uma série de barreiras de inspeção de qualidade.
3. Precisa de pouca ou nenhuma manutenção.
4. O prazo de validade é infinito.
5. E a vigilância sanitária não é seu cliente!!!
Quanta diferença!!!
Mas que sentido tem esta comparação com o tema?
Muito.
A individualização do consumo, no negócio de sapatos finos, está no modelo, exclusivamente.
O cliente individualiza seu consumo quando pode escolher o modelo, mas ele não consome um tamanho maior que o do pé!!!???
Tá parecendo loucura???
Vá no varejo de alimento e veja o que é individualização de consumo. Existem redes que conquistaram o Brasil com base, exclusivamente, neste item...
Então, voltemos à confeitaria.
Vamos pensar exclusivamente no 'éclair', nossa famosa bomba!!!
Levando em consideração alguns itens, que decisão você tomaria:
1. Espessura, textura, coloração, tamanho e sabor da massa;
2. Sabor, coloração, densidade, quantidade, teor de gordura e utilização de químicas de conservação do recheio;
3. Sabor, coloração, densidade, quantidade, utilização de químicas de conservação e combinação com o recheio da cobertura.
Dá para imaginar o número de combinações possíveis?
O que pesa na decisão?
Custo?
Qualidade?
Validade?
Ou o consumidor que o negócio quer atender?
Se é o consumidor e seu desejo, como saber o que vai agradar mais?
E no negócio de confeitaria, com esse produto em especial, dá para pensar só num tipo de consumidor?
E os outros?
O que esse empresário faz em 99% dos casos?
Ele esqueçe o consumidor - e seu desejo de materializar o consumo individualizado - e faz o produto virar 'comoditie'. Assim, acredita ele, a chance de errar é igual a do concorrente.
Só isso dá para o jogo???
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
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