Brasão MM

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Fui ao Shopping no feriado

Acabei na cilada mais comum de uma quinta chuvosa no Rio. Uma quinta de feriado. Fui ao 'Shopping', com mulher e filho de nove anos!!!

Se fosse encarar o que foi, sem qualquer outra visão ou pensamento, nem precisaria escrever o artigo.
Vocês devem imaginar o principal 'Shopping da Barra da Tijuca', no Rio, sete horas da noite! Era coisa de maluco, com carteira assinada!!!

Mas o grande barato é que tudo isso virou, a muitos anos, material de pesquisa da 'ciência de mercado'. Assim, tudo é 'pesquisa de campo' (minado).

Por que vamos ao 'Shopping' numa situação assim?
Já sabemos as consequências, mas reprisamos a cena.
Será que os casamentos acabam por essas idas ao 'Shopping'? Provavelmente um alto percentual.

Duas boas:

Fui numa livraria grande e bastante conceituada no 'Shopping'. Um Oásis de tranquilidade em meio ao caos absoluto. Quase um abrigo.

Tudo em perfeita harmonia. Um outro tempo.
Quis ver umas trilogias de vídeos.
Fui atendido por um cara muito bacana e solícito.
Era treinado e sabia o que estava fazendo.
Senti segurança de pronto e, com isso, deixei que ele conduzisse o show.

Foi realmente um show (e inesperado, pela situação geral do 'Shopping').

Ele conseguiu o produto que buscava e um outro similar. Pude reservar, porque o similar vinha de outra loja.
Tudo muito alegre e conduzido com enorme profissionalismo.
Fiz a reserva.
O pacote mais caro era o que interessava. Era vendido a R$ 65,00. Achei legal.

Sai bem satisfeito!!!

Back to hell!!!

Quase em frente, um magazine de marca, local de muito giro e gente. Com o 'Shopping' lotado, a coisa fica confusa. Você fica perdido.
É uma abordagem de varejão.
Muita oferta; muita promoção; muita gente; pouca informação; e uma loja bagunçada - nesta altura do dia.

Depois de um tempo, consegui um rapaz jovem, bem humorado, para ir a caça do que queria. Voltou feliz porque tinha meu produto em estoque. Preço de venda: R$56,00.

Também separei. Queria pensar. Precisava pensar!!!

A diferença era de nove reais!!!???
Mesmo shopping.
Duas grandes marcas dos segmentos.
Uma livraria. 
Outra magazine.
Uma sofisticada, outra varejo de carregação.
Uma com serviço (atendimento), outra com entrega (no máximo).

E aí, seu Marco Mussi, qual a moral da estória?

É a máxima da teoria de percepção de valor. Isso versus aquilo.

Posso economizar nove (e não ser ninguém) ou posso investir nove (para ser alguém). Como agem os consumidores?

Por que as empresas vendem o mesmo produto de uma forma tão distinta?
O que elas querem?
E o preço, o que tem de relevante na decisão?

Vocês e eu somos os clientes.
Tá visto aqui que há opções de nível de serviço com o pagamento do prêmio.
Como você agiria?

Todos os momentos do dia vivemos assim. Com o dilema de trocar conforto e serviço por economia.

Qual a sua decisão?

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